sábado, 18 de julho de 2009




Inevitável.

Expressar com palavras se torna difícil quando as palavras são...
Insuficientes.
É indescritível... E não há como dizer certas coisas...
Basta ouvir o coração.
Pensamentos distanciam-me da vida real, imaginando e relembrando lapsos de sonhos inacabados, que misturo com a realidade inexistente.
Pensar num futuro distante transforma-se em sonhar.
Limito-me a viver o agora.
Tento, inutilmente, evitar esse tais pensamentos.
A gente sempre julga ser capaz de controlar as coisas,
Quando na verdade, não temos controle algum sobre nada.
Quando menos se espera está fazendo o que disse nunca fazer...
Pensa no que diz nunca pensar...
Lembra do que esperava nunca mais lembrar.
É inevitável.
Chego à conclusão de que não adianta correr na direção contrária ao vento,
O destino se encarrega de nos colocar no lugar certo.
Às vezes na hora errada,
Mas sempre com um propósito, posteriormente entendido.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Prisão.


Eis que conservá-la em seu casulo parece-lhe a melhor forma de preservá-la.
Ou melhor, possuí-la.
Não se pode possuir ninguém.
Só se pensa ser capaz.
Não se pode aprisionar,
Pois um dia ela se vai.
Ao invés de tentar impedir, possuir,
Evitar ou controlar
A melhor forma de perpetuar-se
É criando laços,
Ou então, nada resta senão apenas o arrependimento.
Viver numa bolha não significa de modo algum proteção,
Significa exclusão, prisão e isolamento.
Não se pode ser única e exclusivamente “propriedade” de alguém.
É como disse uma vez,
Sentimentos não são de forma alguma obrigatórios,
Sentimentos são voluntários, espontâneos e conquistados.
Não se pode exigi-los de ninguém,
Não se pode cobrá-los...
Ao invés disso, por que não conquistá-los?
Se fazer merecedor de considerações...
Não se ama alguém por “TER” que amar,
Esse definitivamente é o sentimento mais espontâneo de todos.
Mas há aqueles sentimentos que nascemos com impressão obrigatória de senti-los,
Como, por exemplo, o respeito.
Respeitar, diferente de aceitar ou concordar.
Nem tudo é como queremos sempre
E nem sempre estamos com a razão.
Mas temos a escolha de explodir e gritar
Ou se calar e refletir.
Eu opto pela segunda opção.
Esperando o momento certo de agir,
Pra não dar motivo de tirarem a minha razão.
Grito em silêncio (mais uma vez) e ninguém pode me ouvir.
Lágrimas quentes escorrem em minha face
Expressando inúmeros sentimentos momentâneos,
Que sou grata por não me acompanharem sempre,
Por não serem dignos de orgulho.
São passageiros.
Não busco refúgio algum.
Apenas penso.
Vejo a minha verdade se fortalecer dentro de mim
A ponto de ser capaz de criar planos e traçar metas,
Antes ignoradas...
Sou capaz de entender e argumentar os contras
E incapaz de enxergar os prós.
Posso estar enganada para uns,
Horrorizados e inconformados com a minha maneira de pensar, agir, ser, existir
E por ter me tornado “isso que me tornei”,
Mas a meu ver, no meu ponto de vista,
Estou certa.
Isso basta.
Não posso ignorar o que acontece,
Por mais que já tenha tentado ou adiado.
Mas acredito ser fraca e covarde demais para enfrentar frente a frente,
O que me angustia e me faz sentir ainda mais aqueles odiáveis sentimentos, tão incômodos.
Enxugo minhas lágrimas, aperto a caneta no papel,
Encerro um desabafo e minhas insignificantes lamentações.
Fecho os meus olhos e espero o tempo passar depressa,
Esperando um tempo melhor que já vem.

domingo, 21 de junho de 2009

Um passo a frente.


Andei lendo textos antigos.
E me vi diferente, apesar de muita coisa ainda ser como sempre foi.
Inconscientemente segui um conselho que me deram um dia,
De parar de me questionar e pensar demais no que eu não tenho
E começar a pensar nas coisas que já existem, que já conquistei.
Resolvi parar.
Parar de pensar num futuro incerto e criei a tão almejada coragem de seguir sem rumo certo e arriscar.
Gritei “Foda-se!” e resolvi não me preocupar.
Arriscar um pouco é bom sim, como eu sempre imaginei.
E sabe de uma coisa?
Toda essa loucura que me faz sorrir hoje,
Antes era insegurança, medo e falta de coragem.
De doido todo mundo tem um pouco,
E antes doido que infeliz.
Quero ser feliz também.
Eu descobri que eu quero mais...
Quero mais da minha vida,
Sem saber ao certo o que ou quanto,
Só sei que muito pra mim é tão pouco
E que pouco talvez seja pouco demais.
Vou me preocupar com cada instante e mudar,
Mesmo sem saber por onde começar.
Nem o começo nem o fim importam,
O importante é o caminho.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sentimentos.


Certas vezes indescritíveis,
Por outras, incompreensíveis.
Positivo ou negativo.
Tudo depende.
É tudo uma questão de ponto de vista.
Sentimentos não devem ser de modo algum obrigatórios, forçados ou induzidos...
Sentimentos são sentidos...
São voluntários e espontâneos e essa é a graça.
Sentimentos devem ser conquistados,
Eis o prazer de tê-los...
Ou eles simplesmente existem,
A gente querendo ou não.
Os meus sentimentos são todos assim...
Simplesmente existem...
Ou são conquistados.
E quem os conquista os tem por perto,
E quem sabe, os sente também.
Não os obrigo e não há quem o faça...
Não os possuo e não há quem os possua,
Pois eles são livres para existirem da forma que existem:
Espontaneamente.
E não os questiono (já fiz muito isso),
Pois sei que não chego à resposta alguma...
Certas coisas não se explicam,
Apenas se sentem...

domingo, 17 de maio de 2009

Saudade



Uma vez me disseram que saudade é aquela vontade que a gente tem de estar sempre perto
E é por isso que sempre sobra,
Porque a gente quer sempre estar perto (o mais perto possível).
Outra vez, vi em algum lugar, que saudade
É a confirmação de que valeu a pena,
De que passamos bons momentos
E é por isso que a gente sente falta,
Por querer que eles se repitam,
Isso é o que chamam de saudade.
Pra mim, saudade é tudo isso e ainda mais...
Um suspiro demorado... Um olhar distante...
É ver o tempo passar devagar quando está longe
E tão depressa quando está perto (como se quisesse apertar o “pause” e eternizar aquele momento)...
É achar que nunca há tempo suficiente para estar perto
E contar esses intermináveis momentos que não chegam...
É esperar desde as três (ou até mais), quando se sabe que só vai chegar às quatro...
Ou esperar, mesmo sem ter a certeza da chegada
E ainda assim, esperar...
É você pensar o que podia estar fazendo naquele momento com aquela pessoa,
Em como seria se ela estivesse ali,
Ou simplesmente pensar... Ou até mesmo sonhar...
E sorrir ao lembrar...
Querer reviver...
E sentir...
Saudade.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Não adianta.


A gente bem que tenta evitar, mas não dá pra ir contra o que se sente.
Uma escolha muda todo o nosso destino,
E a gente escolhe...
Escolhe e muda tudo,
Pensando que podia ser diferente e em como seria se fosse.
Mas é do jeito que é e como tem que ser,
Pois, eu acredito, que as coisas são exatamente como deveriam ser,
Mesmo que a gente não entenda...
Uma hora entende.
Ou não.
E se não entende é porque ainda não é a hora.
Às vezes eu prefiro ligar o “foda-se”
E deixar ser como será...
Quer saber...
Chega de tanto pensar.
Foda-se... Depois eu escolho...
Depois eu decido.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Finjo entender...

É difícil imaginar como as coisas se desenvolvem e adquirem uma proporção que a gente nunca espera.
É mais difícil ainda entender sentimentos do que palavras.
Certas coisas não se explicam,
Ou se tenta, mas nunca se acha algo coerente e que convença.
Agimos segundo nossos instintos,
Erramos, seguimos a nossa intuição.
Nem sempre se acerta em tudo.
Seres humanos estão propícios a errar e erram sempre que possível.
(A Lei de Murphy tem grande parte nisso.)
Canções dizem por nós o que temos vontade
Contam nossas histórias, indiretamente,
E a gente acredita serem feitas para nós.
Pensamentos incomodam...
E não há refúgio seguro para se livrar deles.
Acredito eu, nunca poder me livrar.
E já que não se pode com eles...
Tento torná-los úteis...
Mas acredito também, que quanto mais se pensa sobre algo,
Maiores são as chances de mudarmos de opinião,
De mudar de decisão...
E de fazer a escolha errada,
Pois acabamos por pensar demais, ouvimos nossa mente, e esquecemos de ouvir o coração.
Tento ouvir meu coração...
Mas às vezes ele fala baixinho e minha mente se aproveita disso.
Penso, sinto...
E finjo entender...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Insuficiência...

Em certos momentos sente-se como se houvesse a incompleta razão de ser...
Insuficiente.
Inconscientemente a gente sente
E tenta entender, ou apenas finge.
O não ser e ser.
Ter o poder e não saber como usá-lo.
Querer mudar, diferenciar
E ainda assim acomodar-se.
Tudo se torna meramente comum,
Dando a impressão de que no final tudo acaba do mesmo jeito.
Não quero minha vida igual a todas as outras
Mas não sinto que ela caminha pra desigualdade...
Personalidade.
Não basta querer, não basta pensar em fazer...
Não dizer o que eu penso, já é pensar em dizer.
E por que não dizer?
E por que se esconder?
Jogo aberto.
Não sei ao certo.
Tenho medo de errar,
Apesar de saber que pra saber o que é certo e acertar,
É preciso fazer o errado e errar.
Sem medo.
Sem receio.
Eu anseio...
Pelo dia em que eu possa dizer:
É comigo. A vida é minha. Muito além do que se vê.




quinta-feira, 19 de março de 2009

Um dia como outro qualquer...

E nenhuma história nova pra contar...
São só os mesmos problemas, as mesmas crises,
Mas as mesmas alegrias e a mesma satisfação.
A mesma confusão.
Ando pensando no que fazer
E isso não é nenhuma novidade.
Há um bloqueio em minha mente
Que me impede de entender a realidade.
Sabe, eu cansei, como muitas outras vezes,
Mas dessa, diferente das outras,
Não sinto aquela intensa necessidade de fazer algo, resolver tudo.
Só quero ficar em paz.
E além do mais, a vida não é só isso...
Pensar em problemas e suas resoluções...
Tenho que pensar no que me faz bem
E dane-se todo o resto.
Quero mais é ser, estar e permanecer feliz.