terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pés no chão.


“Ei menina e esses pés no chão?!
Tão jovem e tão pé no chão!
É preciso sonhar!”
Ouvi alguém dizer.
Me fez pensar e entender.
Uns são tão sonhadores
Outros tão realistas.
Equilíbrio.
É o que eu busco,
Por vezes, sem sucesso.
Incertezas, dúvidas e medos.
Me acompanham todo o tempo.
Não pensar é um refúgio temporário.
Não percebo meus pés mais ao ar.
São inclinados. Apertam o chão.
Ora se levantam, ora se fincam.
Eu tento.
Crio alguns sonhos modestos.
E aí me preocupo. E os esqueço.
Os impeço.
Não os deixo criar asas.
Arranco-lhes sua liberdade.
Os mato e privo de viver.
Então inexistem.
Os poucos que restam se escondem.
E vez por outra se manifestam.
E eu observo.
Deixo voar. Ou corto-lhes as asas.
É triste e dói-me pensar em não pensar.
Quando não se pensa se finge.
Finge inexistência de uma coisa que já existe.
Pensar em não pensar, em não ser,
Já é pensar. Já é ser.
E eu não sei.
Não sei tirar meus pés do chão.
Aprendo e desaprendo.
Lembro-me e depois esqueço.
E duvido da existência de coisas que não entendo ou não vejo.
Por não saber voar. (ou não tentar).

Um comentário:

  1. Lindas palavras,
    Timidas sufocadas pelo medo...
    tu deves me perguntar medo de que
    nada menos q o medo da realidade q temos q fugir...almas acorrentadas as suas moradas, tempo faz q nao posto nada pois tinha me faltado inspiração...

    Sem mais...

    Anjo que escolheu a humanidade como cruz...

    http://anjodeasasnegras.blig.ig.com.br/

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