sábado, 22 de agosto de 2009

Ridicularidade.

Quando se ama uma flor, mesmo que igual a cem mil outras flores,
Quando se ama uma flor, de verdade...
Quando ela te cativa...
Você se torna eternamente responsável por ela

E corre o risco de ter que chorar um pouco.
Acredito fielmente que o principezinho tenha voltado para seu pequeno planeta para ficar de vez com a sua flor...
Prefiro pensar assim...
Pois ele descobriu que o céu é bonito, por causa de uma flor que não se vê.
Que o deserto é bonito, porque esconde um poço, em algum lugar.
O essencial é invisível aos olhos...
E eu sei disso, porque um dia,
Aprendi a ver com o coração.
E toda noite eu também, quando contemplo as estrelas,
Escuto milhões de guizos...
Aproximadamente 1.230 vezes ao cubo deles.
Lamento todos os dias pelo menos 3 vezes...
Mas sei que com isso tudo eu aprendi e aprendo todos os dias...
A ter paciência e esperar...
Mesmo que isso leve tempo.
Ser ridículo é escolher sofrer.
Muito prazer, meu nome é otário,
Ao seu dispor.




domingo, 9 de agosto de 2009

Escrevendo a própria história.

Cada um é responsável por tudo aquilo que se torna.
Somos nós que escolhemos ser quem somos.
Eu ainda não sei ao certo o que quero ser de verdade,
Tenho apenas uma noção,
Mas tenho certeza de tudo aquilo que NÃO quero ser.
E tão importante quanto o que você é hoje é aquilo que quer se tornar.
Tempo...
Fundamental para decidir.
Misterioso, angustiante e necessário.
Ando pensando além do normal.
Chega, às vezes, a incomodar.
Mas tenho plena consciência que esses pensamentos são tão necessários quanto o tempo.
Demoro a formulá-los, mas quando se libertam é de uma só vez.
Não sou capaz de entender a todos, pois acredito que ainda não alcancei a sabedoria,
Já que para ser um verdadeiro sábio é preciso primeiro entender e julgar a si próprio.
Algumas coisas só são entendidas quando tem que ser,
Geralmente no final da história toda...
Mesmo sabendo que eu mesma escrevi,
Não posso saber o final.
Aprendi que talvez seja melhor assim...
Se a gente sabe o final, vai querer mudar.
A gente sempre quer brincar de Deus e mudar as coisas que não se devem.
Saber de mais não é bom.
Saber o suficiente.
Sei do hoje, sei do ontem.
Do amanhã, apenas espero...
Não faço questão de saber.
Será o que tiver que ser
E ponto final.

sábado, 8 de agosto de 2009

Adiante.


E eu que sempre tentei pensar somente no agora,
Me pego insistindo em tentar prever o futuro,
Induzindo seu destino de acordo com as minhas vontades...
Me pego fantasiando e esperando...
O que é ruim...
Pois é como alguém disse uma vez:
“Para cada expectativa uma decepção à altura...”
Tento, incansavelmente, não me decepcionar,
Mas às vezes é inevitável criar expectativas...
Acredito muito que o ser humano vive de suas esperanças.
Paro para pensar no que é melhor pra mim,
Mesmo que eu tenha que sofrer com as minhas decisões.
“E se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?”
Medos e dúvidas enchem meus pensamentos saltando para os meus sonhos, indecisos e confusos.
Não me recordo ou prefiro assim.
Não entendo ou não busco explicações,
Apenas finjo entender, como muitas outras vezes,
Tentando me convencer de algo que ainda não sei.

sábado, 18 de julho de 2009




Inevitável.

Expressar com palavras se torna difícil quando as palavras são...
Insuficientes.
É indescritível... E não há como dizer certas coisas...
Basta ouvir o coração.
Pensamentos distanciam-me da vida real, imaginando e relembrando lapsos de sonhos inacabados, que misturo com a realidade inexistente.
Pensar num futuro distante transforma-se em sonhar.
Limito-me a viver o agora.
Tento, inutilmente, evitar esse tais pensamentos.
A gente sempre julga ser capaz de controlar as coisas,
Quando na verdade, não temos controle algum sobre nada.
Quando menos se espera está fazendo o que disse nunca fazer...
Pensa no que diz nunca pensar...
Lembra do que esperava nunca mais lembrar.
É inevitável.
Chego à conclusão de que não adianta correr na direção contrária ao vento,
O destino se encarrega de nos colocar no lugar certo.
Às vezes na hora errada,
Mas sempre com um propósito, posteriormente entendido.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Prisão.


Eis que conservá-la em seu casulo parece-lhe a melhor forma de preservá-la.
Ou melhor, possuí-la.
Não se pode possuir ninguém.
Só se pensa ser capaz.
Não se pode aprisionar,
Pois um dia ela se vai.
Ao invés de tentar impedir, possuir,
Evitar ou controlar
A melhor forma de perpetuar-se
É criando laços,
Ou então, nada resta senão apenas o arrependimento.
Viver numa bolha não significa de modo algum proteção,
Significa exclusão, prisão e isolamento.
Não se pode ser única e exclusivamente “propriedade” de alguém.
É como disse uma vez,
Sentimentos não são de forma alguma obrigatórios,
Sentimentos são voluntários, espontâneos e conquistados.
Não se pode exigi-los de ninguém,
Não se pode cobrá-los...
Ao invés disso, por que não conquistá-los?
Se fazer merecedor de considerações...
Não se ama alguém por “TER” que amar,
Esse definitivamente é o sentimento mais espontâneo de todos.
Mas há aqueles sentimentos que nascemos com impressão obrigatória de senti-los,
Como, por exemplo, o respeito.
Respeitar, diferente de aceitar ou concordar.
Nem tudo é como queremos sempre
E nem sempre estamos com a razão.
Mas temos a escolha de explodir e gritar
Ou se calar e refletir.
Eu opto pela segunda opção.
Esperando o momento certo de agir,
Pra não dar motivo de tirarem a minha razão.
Grito em silêncio (mais uma vez) e ninguém pode me ouvir.
Lágrimas quentes escorrem em minha face
Expressando inúmeros sentimentos momentâneos,
Que sou grata por não me acompanharem sempre,
Por não serem dignos de orgulho.
São passageiros.
Não busco refúgio algum.
Apenas penso.
Vejo a minha verdade se fortalecer dentro de mim
A ponto de ser capaz de criar planos e traçar metas,
Antes ignoradas...
Sou capaz de entender e argumentar os contras
E incapaz de enxergar os prós.
Posso estar enganada para uns,
Horrorizados e inconformados com a minha maneira de pensar, agir, ser, existir
E por ter me tornado “isso que me tornei”,
Mas a meu ver, no meu ponto de vista,
Estou certa.
Isso basta.
Não posso ignorar o que acontece,
Por mais que já tenha tentado ou adiado.
Mas acredito ser fraca e covarde demais para enfrentar frente a frente,
O que me angustia e me faz sentir ainda mais aqueles odiáveis sentimentos, tão incômodos.
Enxugo minhas lágrimas, aperto a caneta no papel,
Encerro um desabafo e minhas insignificantes lamentações.
Fecho os meus olhos e espero o tempo passar depressa,
Esperando um tempo melhor que já vem.

domingo, 21 de junho de 2009

Um passo a frente.


Andei lendo textos antigos.
E me vi diferente, apesar de muita coisa ainda ser como sempre foi.
Inconscientemente segui um conselho que me deram um dia,
De parar de me questionar e pensar demais no que eu não tenho
E começar a pensar nas coisas que já existem, que já conquistei.
Resolvi parar.
Parar de pensar num futuro incerto e criei a tão almejada coragem de seguir sem rumo certo e arriscar.
Gritei “Foda-se!” e resolvi não me preocupar.
Arriscar um pouco é bom sim, como eu sempre imaginei.
E sabe de uma coisa?
Toda essa loucura que me faz sorrir hoje,
Antes era insegurança, medo e falta de coragem.
De doido todo mundo tem um pouco,
E antes doido que infeliz.
Quero ser feliz também.
Eu descobri que eu quero mais...
Quero mais da minha vida,
Sem saber ao certo o que ou quanto,
Só sei que muito pra mim é tão pouco
E que pouco talvez seja pouco demais.
Vou me preocupar com cada instante e mudar,
Mesmo sem saber por onde começar.
Nem o começo nem o fim importam,
O importante é o caminho.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sentimentos.


Certas vezes indescritíveis,
Por outras, incompreensíveis.
Positivo ou negativo.
Tudo depende.
É tudo uma questão de ponto de vista.
Sentimentos não devem ser de modo algum obrigatórios, forçados ou induzidos...
Sentimentos são sentidos...
São voluntários e espontâneos e essa é a graça.
Sentimentos devem ser conquistados,
Eis o prazer de tê-los...
Ou eles simplesmente existem,
A gente querendo ou não.
Os meus sentimentos são todos assim...
Simplesmente existem...
Ou são conquistados.
E quem os conquista os tem por perto,
E quem sabe, os sente também.
Não os obrigo e não há quem o faça...
Não os possuo e não há quem os possua,
Pois eles são livres para existirem da forma que existem:
Espontaneamente.
E não os questiono (já fiz muito isso),
Pois sei que não chego à resposta alguma...
Certas coisas não se explicam,
Apenas se sentem...

domingo, 17 de maio de 2009

Saudade



Uma vez me disseram que saudade é aquela vontade que a gente tem de estar sempre perto
E é por isso que sempre sobra,
Porque a gente quer sempre estar perto (o mais perto possível).
Outra vez, vi em algum lugar, que saudade
É a confirmação de que valeu a pena,
De que passamos bons momentos
E é por isso que a gente sente falta,
Por querer que eles se repitam,
Isso é o que chamam de saudade.
Pra mim, saudade é tudo isso e ainda mais...
Um suspiro demorado... Um olhar distante...
É ver o tempo passar devagar quando está longe
E tão depressa quando está perto (como se quisesse apertar o “pause” e eternizar aquele momento)...
É achar que nunca há tempo suficiente para estar perto
E contar esses intermináveis momentos que não chegam...
É esperar desde as três (ou até mais), quando se sabe que só vai chegar às quatro...
Ou esperar, mesmo sem ter a certeza da chegada
E ainda assim, esperar...
É você pensar o que podia estar fazendo naquele momento com aquela pessoa,
Em como seria se ela estivesse ali,
Ou simplesmente pensar... Ou até mesmo sonhar...
E sorrir ao lembrar...
Querer reviver...
E sentir...
Saudade.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Não adianta.


A gente bem que tenta evitar, mas não dá pra ir contra o que se sente.
Uma escolha muda todo o nosso destino,
E a gente escolhe...
Escolhe e muda tudo,
Pensando que podia ser diferente e em como seria se fosse.
Mas é do jeito que é e como tem que ser,
Pois, eu acredito, que as coisas são exatamente como deveriam ser,
Mesmo que a gente não entenda...
Uma hora entende.
Ou não.
E se não entende é porque ainda não é a hora.
Às vezes eu prefiro ligar o “foda-se”
E deixar ser como será...
Quer saber...
Chega de tanto pensar.
Foda-se... Depois eu escolho...
Depois eu decido.